7 Lições que aprendi morando no Havaí

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Fui corajosa o bastante para deixar tudo para trás – trabalho, família, relacionamento e até a amargura de sentimentos mal resolvidos – para realizar o meu sonho de morar no Havaí. Eu estava preparada para enfrentar as minhas limitações e observei que todos que passaram pelo meu caminho tornaram-se meus professores. Vivi a experiência mais profunda da minha vida, evolui mentalmente e alcancei um estado de intenso autoconhecimento. Além de conhecer o lugar mais lindo do mundo, conheci a pessoa mais importante da minha vida: EU.

      1) Arrisque-se mais

Eu deixei família, emprego, amigos, relacionamento para me aventurar em outro país, em busca do desconhecido. O curioso é que foi justamente por me arriscar que tive os melhores aprendizados e também as melhores recompensas.

Vi o primeiro brasileiro a ser campeão mundial nas areias de Pipeline (Gabriel Medina), mergulhei com tartaruga, golfinho e tubarão dentro e fora da Jaula. Vi Baleias saltando todos os dias. Dei a volta de bicicleta na ilha de Oahu, ganhei um prêmio de melhor fotógrafa da temporada havaiana de 2014/2015, surfei no North Shore, aprendi a dançar Hula e voltei para casa realizada, encantada, cheia de histórias e aprendizados para contar para todos que passarem pela minha vida.

       2) A felicidade não está em qualquer lugar, ela precisa ser encontrada.

Uma amiga do Havaí me disse uma frase muito marcante: “se sua felicidade não está aqui, é porque está em outro lugar”. Esse pensamento tem guiado muito os caminhos que escolho para minha vida. Se eu estou em uma noitada, em um relacionamento ou em um ambiente que esteja me sentindo infeliz e insatisfeita, é porque minha felicidade não está ali. Eu não me acomodo, não tenho medo da mudança, não me contendo com pouco, por isso saio daquela posição que estou e corro atrás do meu Bem Estar em outro lugar.

       3) Solidão é a falta de você mesmo

Um dia na  viagem eu estava em uma praia sozinha, sem família, amigos e a distrações da internet. Não coincidentemente, senti um vazio tão grande que comecei a acreditar que precisava de fatores externos para me sentir completa. Projetei em terceiros algo que não conseguia observar em mim. Mas, no momento em que me permiti aceitar aquela solidão, ela simplesmente desapareceu. Foi quando percebi que eu não sentia falta de alguém e, sim, de estar comigo mesma.

       4) Você aprende a dizer tchau e se alegrar com isso

No Havaí eu conheci muitas pessoas que estavam apenas de férias e outras que só foram para acompanhar os campeonatos de surf. Eu via as pessoas chegando e indo embora – foram muitas despedias. Todas elas passaram pela minha vida de maneira rápida e intensa. No começo era estranho, mas depois entendi que toda vez que eu me despedida de alguém, outra pessoa entrava na minha vida. Descobri que o “tchau” é apenas um “pré-Hello” para uma nova pessoa no meu caminho.

      5) A vida acontece lá fora

Na cultura havaiana é muito difícil que as pessoas permaneçam trancadas dentro de casa. E, por isso, a palavra nativa Holoholo (sair para se divertir) me chamou bastante atenção. É uma espece de dogma dos locais. Para eles, quando você se permite sair de casa, está se permitindo a novas oportunidades. Como eu não tinha internet na rua, foi um impulso para conhecer pessoas e reparar em muitos detalhes do momento presente. Quando voltava para casa, descobria que não havia acontecido nada que importasse mais do que tudo que eu havia vivido.

      6) Tudo muda o tempo todo

O clima no Havaí é muito incerto, e não me refiro apenas à meteorologia. Se agora está chovendo, é por que daqui a pouco vai abrir um arco-íris com um sol lindo. Se tudo muda o tempo todo, não tem porque se preocupar, daqui a pouco o sol vai brilhar novamente, as novas oportunidades vão surgir e as coisas vão se acertar.

Aprenda com os havaianos: se preocupe menos e deixe de lado aquilo que não é possível controlar.

       7) Faça o que você ama diariamente

Os havaianos não deixam o trabalho ocupar o seu dia todo. Mesmo que eles amem o trabalho, eles sempre tiram um momento do dia para surfar, se exercitar ou encontrar os amigos. Quando você faz o que ama, você se conecta com bons sentimentos e faz com que sua vida – ou dia – valha a pena. Coloque o que você ama em primeiro plano, que todo o resto fará sentido.

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